Brumas!
Não as que observamos na natureza!
Escrevo das que nos cegam a alma! O coração! Os olhos!
Névoa? Não.
Neblina? Também não.
Nevoeiro? Não, ja disse que não!
Brumas!
Porque andei envolvida por elas!
Andei com a alma cega,
coração perdido nelas,
olhos que não conseguiam ver além!
E num estalar de dedos,
da mesma forma como me envolveram,
dissiparam-se!
Voltei a ver mais além.
O sol conseguiu acalentar-me a alma,
aquecer-me o coração,
e iluminar os meus olhos!
Eram brumas! Sei que eram!
Mas já não são!






